domingo, 15 de março de 2015

Aula 17.03.2015 - Estrutura do Plano de Negócios

Estrutura do Plano de Negócios.
Ao concluir este item, você vai ser capaz de montar o seu próprio plano de negócios.
- Capa – informações necessárias e pertinentes.

- Sumário - deve conter o título de cada seção do PN e a página respectiva onde se encontra.

- Sumário Executivo – que embora compreenda a primeira parte do plano, ele só deve ser elaborado após a conclusão do mesmo, ao ser lido imediatamente por interessados deverá deixar clara a idéia e a viabilidade de implantação do negócio, decidira se o leitor continua ou não a ler o seu PN.
Inclui breve relato sobre:
Dados dos empreendedores, experiência profissional e atribuições;
Dados do empreendimento;
Missão da empresa;
Setores de atividades;
Forma jurídica;
Enquadramento tributário;
Capital social;
Fonte de recursos.
-Planejamento Estratégico do Negócio - ira definir: rumos, situação atual, suas metas e objetivos, premissas do planejamento, de longo prazo.
- Descrição da Empresa - seu histórico, crescimento/faturamento dos últimos anos, sua razão social, impostos, estrutura organizacional, localização, parcerias, etc.. Se não tiver estas informações fornecer uma estimativa.
- Produtos e Serviços - quais são como são produzidos, ciclo de vida, fatores tecnológicos envolvidos, pesquisa e desenvolvimento, principais clientes atuais, se detém marca e/ou patente de algum produto etc.
- Análise de Mercado - através de uma pesquisa de mercado demonstrar como está segmentado o seu produto as características do consumidor, análise da concorrência, a sua participação de mercado, os riscos do negócio etc.
- Plano de Marketing – como pretende vender seu produto/serviço e conquistar seus clientes, manter o interesse dos mesmos e aumentar a demanda. Deve abordar seus métodos de comercialização, diferenciais do produto/serviço para o cliente, política de preços, projeção de vendas, canais de distribuição e estratégias de promoção/comunicação e publicidade.
- Plano Financeiro - deve apresentar em números todas as ações planejadas de sua empresa e as comprovações, através de projeções futuras (quanto precisa de capital, quando e com que propósito). Deve conter itens como: fluxo de caixa, balanço, ponto de equilíbrio, necessidades de investimento, lucratividade prevista, prazo de retorno sobre investimentos etc.
 Apenas um Plano de Negócios baseado numa pesquisa de mercado poderá dar as respostas.
        Primeiro, coloque o ramo de atividade escolhido e escrevatudo o que sabe sobre ele. Pergunte a si mesmo por que escolheu esse ramo e se você sentirá prazer em trabalhar nessaatividade;
        Depois, faça um trabalho de pesquisa para conhecer melhoro ramo de atividade. Visite os concorrentes mais bem-sucedidos.
Observe e anote:
a) Que mercadorias ou serviços esses concorrentes comercializam?
b) Que preços praticam?
c) Que tipo de público os procura?
d) Como atendem a esse público?
e) Como é a “cara” do estabelecimento? Observe a pintura, a iluminação, o mobiliário, os uniformes, a apresentação dos produtos, a limpeza, etc.
f) Como organizar estoque, produção, comercialização e entrega?
g) Analisem quais são os seus concorrentes de maior sucesso e anote por que eles têm a preferência dos clientes.


 Planejamento Financeiro (PF).
Ao concluir este módulo, você vai ser capaz de compreender qual a finalidade do planejamento financeiro, bem como do fluxo diário de caixa da empresa.
O PF é o processo que, além de estimar a quantia necessária para iniciar bem como continuar as operações, viabilizando o processo de decisão sobre quando e como realizar financiamentos.
Por se tratar de um procedimento confiável, é também um instrumento muito relevante para o empreendedor, na medida em que fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar as diversas ações para se alcançar os objetivos desejados.
O sucesso de quaisquer negócios – seja uma empresa industrial, comercial, ou de serviços depende de varias decisões que o empreendedor deve tomar antes de iniciá-lo. O plano de viabilidade financeira ira ajudá-lo a:
* O cálculo da demanda de fundos necessários para a execução dos planos traçados;
* A elaboração de uma previsão da disponibilidade de fundos resultantes da execução dos planos;
* A elaboração de um sistema de controle sobre as fontes e as aplicações de fundos dentro da organização;
* O desenvolvimento de uma metodologia de adaptação dos planos às variáveis externas não controláveis.
O PF permite prever um superávit ou déficit de caixa no exercício, com a adaptação mais rápida caso haja alterações nos fatores externos, já que estes serões mais facilmente identificados. Fornece maior previsibilidade para empresas que desejam tomar decisões mais consistentes e confiáveis, além de maior sustentabilidade a curto, médio e longo prazo.
O PF é uma ferramenta útil para melhorar o desempenho e agilizar processos é o controle do fluxo de caixa (diário). É a previsão de entradas e saídas de recursos monetários, por um determinado período. O principal objetivo dessa previsão é fornecer informações para a tomada de decisões, tais como: prognosticar as necessidades de captação de recursos bem como prever os períodos em que haverá sobras ou necessidades de recursos; aplicar os excedentes de caixa nas alternativas mais rentáveis para a empresa sem comprometer a liquidez.
A sua importância torna-se clara para o desempenho da organização quando o empreendedor perde o direcionamento o que lhe induz (organização) a trilhar por caminhos obscuros e danosos o que ira colocá-la em grandes dificuldades, ou ate mesmo provocar a sua falência.
Resumidamente, é a demonstração visual das receitas e despesas distribuídas pela linha do tempo futuro. Para a montagem da projeção do fluxo de caixa devemos considerar os seguintes dados:
Entradas
a) contas a receber
b) empréstimos
c) dinheiro dos sócios
Saídas
a) contas a pagar
b) despesas gerais de administração (custos fixos)
c) pagamento de empréstimos
d) compras à vista
Uma das dificuldades mais comum na gerência da empresa é o controle financeiro, e a área financeira é estratégica em qualquer organização. Uma ferramenta que facilita esse trabalho é o fluxo caixa, pois, possibilita a visualização e compreensão das movimentações financeiras num período preestabelecido.
A sua grande utilidade, é possibilitar a identificação das sobras e faltas no caixa, permitindo à empresa planejar melhor suas ações futuras ou acompanhar o seu desempenho.
O fluxo de caixa é considerado um dos principais instrumentos de análise e avaliação de uma empresa, proporcionando ao empreendedor uma visão futura dos recursos financeiros da empresa, integrando o caixa central, as contas correntes em bancos, receitas, despesas e as previsões. As decisões relacionadas a compra, venda, investimentos, aportes de capital pelos sócios captação ou pagamento de empréstimos e de investimentos, constituem um fluxo contínuo entre as fontes geradoras e as utilizadoras de recursos. Somente com uma programação financeira bem estruturada e um fluxo de caixa, a empresa pode administrar o caixa, detectando, antecipadamente, apertos ou folgas de caixa.
Deve e pode ser utilizado por empresas de qualquer porte considerando a sua importância e simplicidade.
De uma forma ou de outra, um controle de fluxo de caixa bem feito é uma grande ferramenta para lidar com situações de alto custo de crédito, taxas de juros elevadas, redução do faturamento e outros fantasmas que rondam os empreendimentos.
A manutenção do controle do fluxo de caixa na empresa, apresenta as seguintes vantagens:
  1. Planejar e controlar as entradas e saídas de caixa num período de tempo determinado.
  2. Avaliar se as vendas presentes serão suficientes para cobrir os desembolsos futuros já identificados.
  3. Auxiliar o empresário a tomar decisões antecipadas sobre a falta ou sobra de dinheiro na empresa.
  4. Verificar se a empresa está trabalhando com aperto ou folga financeira no período avaliado.
  5. Verificar a necessidade de realizar promoções e liquidações, reduzir ou aumentar preços.
  6. Verificar se os recursos financeiros próprios são suficientes para tocar o negócio em determinado período ou se há necessidade de recursos com terceiros.
  7. Avaliar se o recebimento das vendas é suficiente para cobrir os gastos assumidos e previstos no período.
  8. Verificar a necessidade de realizar promoções e liquidações, reduzir ou aumentar preços objetivando o ingresso de recursos na empresa.
  9. Avaliar a capacidade de pagamentos antes de assumir compromissos
  10.  Antecipar as decisões sobre como lidar com sobras ou faltas de caixa.





A implementação do relatório do fluxo é uma tarefa sem grandes complexidades, entretanto, cabe lembrar que a manutenção de um fluxo de caixa requer que os dados sejam confiáveis e constantemente atualizados, pois, somente assim terá utilidade. Desta forma, é importante manter um bom controle de contas a receber, contas a pagar, caixa, saldo de aplicações financeiras, faturamento, vendas a vista e a prazo, enfim um controle efetivo das finanças da empresa.



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Após a definição bem detalhada da sua ideia de empresa, convém analisar o mercado. Não é conveniente desenvolver o seu projeto sem antes estudar seriamente a conjuntura do mercado. A maior parte das causas de fracassos é devida à ausência ou à insuficiência do mercado, à dificuldade de identificar e de responder às conseqüências de mudanças sócio-econômicas.
Mercado

As lojas de calçados tiveram uma enorme expansão nas grandes cidades. Atualmente, muitas pessoas preferem trocar calçados a consertá-los, o que estimula a demanda para este segmento. A procura por estes artigos é constante e regular, com certo aumento em determinadas épocas do ano, como Natal, Dias das Mães, dos Pais, dos Namorados etc. O público consumidor é heterogêneo, dependendo do tipo de mercadoria comercializada, bem como da localização e estilo da loja. Sem dúvida alguma, a diferenciação é conseguida através da qualidade e variedade dos produtos comercializados e do atendimento aos clientes. O mercado deve ser analisado por três ângulos distintos: o consumidor, o fornecedor e o concorrente. Primeiro você deve saber qual é o perfil da clientela que deseja atingir, o que ela precisa e que tipo de produto prefere comprar. A melhor forma de obter essas informações é realizando uma pesquisa de mercado. O segundo passo é contatar os fornecedores. Geralmente as fábricas de calçados têm representantes em praticamente todas as cidades de médio e grande porte do país. Os proprietários de lojas de sapatos podem adquirir os produtos junto a esses representantes, reduzindo o seu custo de deslocamento constante até os fabricantes. A seleção de bons fornecedores de calçados e acessórios é essencial para o sucesso do empreendimento. Não se esqueça de visitar os eventos do setor. O terceiro estudo é o mercado concorrente. Visite-os e verifique tudo: marcas, qualidade, quais são os produtos que oferecem, preços, horário de funcionamento, número de empregados, tipo de instalação e, principalmente, o grau de satisfação dos clientes.

A escolha do ponto de venda
Uma boa localização pode representar uma grande variação no volume de negócios e ser determinante entre o sucesso e o fracasso de um empreendimento.

A Importância do "P" de Ponto:
A questão da localização não pode ser dissociada dos outros componentes do marketing. Considerando os 4Ps, devem-se buscar a coerência entre o PONTO (localização), o PREÇO, o PRODUTO e a PROMOÇÃO. O P de Ponto tem caráter de vida longa, enquanto os outros "Ps" podem sofrer ajustes e serem reorientados de forma tática mais facilmente.
Fatores Básicos quanto ao Ponto e que Devem Ser Analisados. a) acesso; b) população; c) imóvel; d) concorrência.
Enfim, variáveis de mercado, controláveis e incontroláveis, podem definir o sucesso ou o fracasso de uma empresa, pois "correr o risco" é o objeto principal de qualquer negócio.
De qualquer forma, sempre que for avaliar um ponto de venda para montar uma loja, seja loja de Rua ou loja de Shopping, se possível, procure sempre um profissional experimentado para orientá-lo em função do "menor risco". Entretanto, a decisão final será, sempre e exclusivamente, sua.
O arranjo físico da loja (caixas, vitrines, espelhos, assentos) deve ser feito levando em consideração o fluxo de vendedores e clientes inseridos no processo de vendas. As vitrines são peças fundamentais de atração de clientes. Geralmente, é olhando a vitrine que o cliente decide se vai ou não entrar na loja e experimentar alguns pares. Esta atividade comercial necessita de profissionais de venda (qualificado e treinado), que apresentem os produtos e, se necessário, saibam orientar a compra dos clientes. Apresente os produtos de forma organizada e prática, facilitando o acesso ao cliente. Fique atento aos lançamentos dos fabricantes, o cliente sempre procura novidades. Tenha cadastro atualizado de seus fornecedores atuais e potenciais e desenvolva um ótimo relacionamento com eles, pois assim fica mais fácil negociar prazos de pagamento, preços e sua participação em campanhas promocionais. Controle muito bem a entrada e saídas de mercadorias. Acompanhe pessoalmente o negócio e tenha controle rigoroso das receitas e despesas.
Estrutura

A estrutura básica de uma pequena loja de calçados, poderá ser divida em:
- uma área para exposição dos produtos;
- uma área de vendas (considerando o caixa, empacotamento e entrega dos produtos);
- uma área de administração (escritório);
- uma área de estoque (depósito);

Público Alvo

O público consumidor é heterogêneo, dependendo do tipo de mercadoria comercializada, bem como da localização e estilo da loja.

Sem dúvida alguma a diferenciação é conseguida através da qualidade e variedade dos produtos comercializados e do atendimento aos clientes. Recomendamos estudar seus hábitos, comportamentos, gostos, tendências e manter-se atualizado quanto às novidades do mercado.

Análise Financeira
I. os aspectos técnicos do empreendimento - por exemplo, a escolha das máquinas e dos equipamentos a serem utilizados;
II. os aspectos econômicos - a localização da empresa, do mercado e dos competidores, os produtos a serem comercializados, a logística de transporte;
III. os aspectos financeiros - a previsão de faturamento (receita), o cálculo dos custos fixos e variáveis e a previsão de resultados (lucros ou prejuízos).
Sendo :
Custo Variável - depende da quantidade produzida. Ex.: combustível, matéria-prima,comissões sobre vendas, fretes de insumos produtivos e Fretes de entregas etc.
Custo Fixo- independe da quantidade produzida. Ex.: aluguel, depreciação seguro da planta industrial, salários administrativos etc.
Ponto de Equilíbrio - A classificação dos custos em fixos e variáveis permite à administração determinar o ponto em que a receita é igual ao total dos custos, isto é, o ponto de equilíbrio, ou break-even point. A partir desse ponto, pelo aumento de atividade, aparece o lucro. Abaixo desse ponto, pela diminuição de atividade, chega-se ao prejuízo.
Retorno – Em finanças, retorno sobre investimento (ROI), também chamado taxa de retorno (ROR), taxa de lucro ou simplesmenteretorno, é a relação entre o dinheiro ganho ou perdido através de um investimento montante de dinheiro investido.
Disponível em: http://www.sebrae-sc.com.br/treinamento, acesso em 17/07/2013


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